Caracterização nutricional de coprodutos de etanol de milho para suínos

Caracterização nutricional de coprodutos de etanol de milho para suínos

A pesquisa avaliou coprodutos do etanol de grãos usados na alimentação de suínos. Foram analisados composição, energia e digestibilidade, além de efeitos no sangue dos animais. O HPDDGS mostrou maior energia e digestibilidade que os demais coprodutos. As dietas também alteraram níveis de ureia e triglicerídeos no sangue dos suínos.

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) 25/11/2025

Pesquisador

I

Igor Willian Wrobel Straub

Formado em Zootecnia e Mestrando.

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Sobre a Pesquisa

A disponibilidade de grãos no Brasil, possibilita a produção em larga escala de etanol de grãos e seus coprodutos, que são utilizados na alimentação de suínos. Variações nos valores bromatológicos de coprodutos de etanol a partir de grãos pelo mundo levantam o questionamento desse mesmo efeito nos coprodutos produzidos no Brasil. A variabilidade entre os coprodutos pode ser considerada um entrave para a melhor formulação nutricional de alimentos destinados a suínos. Os objetivos com este estudo foram determinar as composições bromatológicas de coprodutos de etanol de grãos utilizados na alimentação de suínos, seus valores de energia digestível, metabolizável, e coeficientes de digestibilidade de coprodutos de etanol de grãos, assim como sua influência em parâmetros sanguíneos de suínos. Dez suínos machos castrados de única origem e linhagem genética com 25,46± 3,5kg foram acondicionados em gaiolas de ensaio de metabolismo, sendo suas fezes coletadas duas vezes ao dia e urina uma vez. Delineados em blocos casualizados pelo peso com repetição no tempo, sendo cinco dietas (referência e quatro dietas teste contendo coprodutos). Diferenças entre os coprodutos testados foram verificadas para grande parte das variáveis. O HPDDGS apresentou 4.366 Kcal/kg de EM, valores maiores que os coprodutos DDG, CBS e DDGS com valores de 3.305, 2.934, 3.214 Kcal/kg de EM respectivamente. Os níveis de ureia sanguínea de animais que receberam a dieta contendo HPDDGS foi maior que a contento CBS, enquanto que os níveis de triglicerídeos dos animais que consumiram a dieta contento CBS foi maior em relação as demais dietas. O HPDDGS apresentou maior ED e EM que os coprodutos DDG, DDGS e CBS, os quais não diferiram entre si, e maior CDEB e CMEB que os coprodutos DDG e CBS. As dietas influenciaram os indicadores sanguíneos ureia e triglicerídeos analisados.

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